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Escrito por Administrator   
Segunda, 23 Fevereiro 2009 00:39
As várias fases da vida de um cão

Lembre-se de que a vacinação não é tão cara assim se imaginar que esta vai ajudar o seu cão a manter-se saudável. A vacina é mais barata que o preço de um tratamento, pois enquanto ela protege, um tratamento tenta curar (às vezes consegue… outras não).

A PARTIR DO 3º ATÉ AO 8º MÊS DE IDADE
 Ao 3º mês o cachorro já evoluiu o equivalente a uma criança de quatro anos e, como tal, as suas necessidades são muito simples. Acima de tudo o cão tem que se sentir seguro e protegido do mundo lá fora. Pois este é o momento em que, regra geral, deixam a ninhada e entram nas suas novas casas e famílias. Precisa de conhecer os seus limites e quais os comportamentos que são ou não aceitáveis. Se é separado dada mãe, ele tem necessidade de estabelecer uma relação com uma figura de progenitor ou protector no mundo humano.
 Aquilo que o cão considera importante não tem nada a ver com aquilo que nós consideramos prioritário. Para ele, o mais importante é, sentir-se seguro, confortável e feliz na sua nova casa. É importante que o cachorro tenha o seu próprio espaço, onde se possa refugiar quando assim o entender. O fundamental é que esse espaço que lhe é atribuído seja quente, bem isolado de correntes de ar, possíveis entradas de água e relativamente silencioso. Até ele se ambientar por completo á sua nova casa, deixe-o explorar e cheirar tudo o que o rodeia, pois é deste que ele faz o reconhecimento… mas atenção aos perigos que podem existir dentro e fora de casa. Fora de casa: verifique se não há espaços no portão ou muros por onde ele possa fugir, pois a curiosidade vai levar a melhor sobre ele. Certifique-se de que não existem pequenas grades onde ele possa enfiar a cabeça e ficar lá preso, pois pode ter a certeza de que ele o irá fazer em todos os buracos que encontre pela frente durante o tempo de adaptação á casa. Deve estar preparado para o pior, por isso, é melhor antecipar-se. Afaste dele todos e quaisquer produtos químicos que possa ter pelo jardim (adubos, herbicidas, veneno de ratos ou outros, etc.). Dentro de casa: Tal como no exterior, tem que manter afastados dele, todos os produtos químicos (detergentes, champôs, sabonetes). Os medicamentos são um atractivo para os animais, por isso, esconda-os. Atenção a fios eléctricos á mão de semear, pois nesta fase ele é muito curioso e, tudo lhe serve para roer, podendo provocar a morte do animal e até um curto-circuito. Evite esta última parte, comprando-lhe vários brinquedos para que se distraia brincando com eles e alguns ossos próprios para a dentição do seu cachorro, visto que a mudança de dentes o obriga a roer quase tudo o que apanha pela frente.
 O dono é o responsável pelo bem-estar do seu cão e, ele tem de confiar em si para que, deste modo, você possa estar á altura dessa responsabilidade.

CHORAR DURANTE A NOITE
 Durante esta fase de adaptação á casa é natural que ele chore durante a noite. Lembre-se que, para ele, a casa está vulnerável a todo o tipo de ameaça e, no escuro da noite, o medo que ele sente é aumentado vezes sem conta. Por isso, precisa de lhe demonstrar, de uma forma concreta, que ele está em segurança. Este pode ser um passo complicado de alcançar, mas vale a pena insistir, com calma e compreensão. Deixe uma luz acesa (pode ser de presença) e feche-lhe a porta. Vai ter que repetir este processo inúmeras vezes. Com o tempo, ele irá perceber que não está sozinho e, por isso, não precisa de se sentir ansioso e com medo. Irá também perceber que naquela casa, segundo as regras, à noite é para dormir.

ENTRE O 9º E O 18º MÊS DE IDADE
 Nesta idade, o cachorro terá entre 12 e 20 anos, comparativamente à idade humana. Ou seja, acabou de entrar na adolescência. Começa a sentir mais autoconfiança. É nesta fase que alguns cães começam a demonstrar sérios problemas de comportamento. Um dos mais frequentes é a agressividade por territorialidade: manifesta-se contra pessoas ou animais desconhecidos, quer no território dele, quer num simples passeio na rua. A prevenção deste problema passa na grande maioria dos casos, através da socialização desde tenra idade.
 Esta é a idade onde ele começa a ter mais liberdade, onde os passeios se tornam um pouco mais demorados e, onde na maioria dos casos, os donos os soltam pela primeira vez. Mas tenha muito cuidado, pois este é um passo que tem de ser cuidadosamente planeado. Antes de mais, deve-lhe colocar uma coleira com a respectiva chapa identificativa (com o nome do cão e um nº de telefone), deste modo, se algo correr mal e ele lhe fugir, terá mais hipóteses de voltar para casa.

DOS 2 AOS 8 ANOS DE IDADE
 Com a adolescência passada, livre de tensões e dos problemas desta idade, o cão adulto está, finalmente, pronto para gozar a vida ao máximo.

ADOPTAR UM CÃO JÁ ADULTO
 Muitos são os cães que são abandonados quando chegam a adultos, o padrão é deprimente e conhecido de todos nós, é uma triste realidade, mas é um facto. Aquele ser que chegou a casa como engraçado e pequenino e que só queria brincar, cresceu e tornou-se num cão adulto com exigências bem diferentes. Pode ter desenvolvido uma forte personalidade e estar a criar certos problemas, pelos quais, os donos não estariam á espera. Chegando, erradamente, á conclusão de que já não o aguentam mais. Este tipo de atitude é indesculpável.
 O que dificulta a tarefa daqueles que amam e tentam ajudar estes animais, é o facto da maioria das pessoas pensar que estes são casos perdidos, que estes animais não se vão adaptar a uma casa, a uma nova família e que estão cheios de maus hábitos. Isto não corresponde, de todo, à verdade. Desde que esteja disposto a ter um pouco de paciência e a demonstrar o seu afecto por ele, verá que ao adoptar um cão adulto, este poderá ser tão bom ou, até melhor companheiro, do que um cachorro comprado ou adquirido desde bebé. Acima de tudo, um cão que já tenha passado dificuldades, saberá ser grato pelo simples facto de ter sido recolhido. Além disso, não há prazer maior do que ver um animal que já tenha sido maltratado e infeliz, a levar uma vida normal.
Dê tempo ao cão:
• Os cães são seres vivos e sensíveis. Por isso, tentar reabilitar um cão que já sofreu, fazer com que supere os seus medos e se insira, de novo, num mundo humano que já o defraudou uma vez, vai demorar o seu tempo. E vão precisar de um pouco mais de paciência da sua parte para os compreender e os ajudar a ultrapassar esses receios.
• Muitos cães foram abandonados porque estes deixaram de ser engraçados ou, porque os donos foram de férias… independentemente do passado que ele tenha tido, não vale sequer a pena pensar nele, pois na maioria das vezes, nem sabemos de onde ele vem. Em vez de serem cães falhados, como muitos os encaram, os cães abandonados tiveram donos que lhes falharam a eles. Mais vale concentrar-se no seu futuro do que no seu passado.
• É normal, que numa fase inicial, o cão se esconda das visitas que poderá receber em casa. Em casos extremos, devido ao medo de outras pessoas, ele poderá fazer xixi. Não o recrimine, deixe-o em paz. Ele precisa de voltar a ter confiança no ser humano. Precisam de tempo e de espaço. E, com mais treino, um simples afago e uma palavra carinhosa vão trazer o cão de volta a um estado de descontracção.

DOS 8 ANOS EM DIANTE
 Esta é a chamada “a última fase” da vida de um cão. As forças começam a diminuir, a energia já não é tanta e ele vai começar a adoptar uma atitude mais pachorrenta em relação a tudo. É nesta altura que começa a haver uma natural deterioração dos sentidos, a audição e a visão em geral. E problemas novos, desde os menores, como o mau hálito, ao terrível cancro, acabarão por surgir.
 O impacto do envelhecimento é tanto físico como psicológico. Ele pode também vir a sofrer de senilidade e, deste modo, entrar numa segunda “meninice”, começando a comportar-se, novamente, como um cachorrinho.
 Mas estes anos não precisam de ser menos agradáveis que os anteriores, os cães podem aprender a lidar e até a superar estes problemas, readaptando as suas rotinas diárias.
 Esta é a maior tristeza de se ter um animal, por vezes, parece que acabaram de chegar às nossas vidas e já estão prontos para partir.
 Regra geral, os cães de raças pequenas vivem mais anos do que as raças de cães grandes. A esperança de vida de um cão de porte pequenino ronda, em média, os 15 anos. De um cão de porte médio/grande, está entre os 9 e os 12 anos. De um cão de porte grande ou gigante, raramente ultrapassa os 10 anos.
 Os cães rafeiros normalmente vivem mais anos que os cães de raça pura. Em média, só 8% dos cães vivem mais de 15 anos, 64% morrem ou são abatidos devido a doenças. O cancro é o responsável pelos restantes 16% das mortes, o dobro das causadas por problemas cardíacos.

O ÚLTIMO ADEUS
 Chegará uma altura em que vai ter de dizer adeus ao seu cão. Avizinham-se tempos difíceis, independentemente da causa da morte. Há cães que acabam por morrer calmamente, durante a noite, em seus ninhos, de causas naturais. Mas cerca de um em cada dez cães não chega ao final desta forma. Infelizmente, muitos morrem de doenças ou acidentes. Um em cada três cães morre devido a uma doença, enquanto um em vinte cães morre por acidente. Os acidentes na estrada são os que mais matam.
 Mais de metade dos nossos companheiros, no entanto, morre com a ajuda dos seus donos.
 A decisão final pertence ao dono, mas em muitos casos ele é orientado pelos conselhos do veterinário. Ambos têm uma opinião na decisão.
 A vida nem sempre é linear. O conselho médico pode ser claro mas a decisão de abater um cão nem sempre é fácil de tomar. O único elemento que não pode interferir neste processo é o egoísmo. Nenhum dono gosta de ter de tomar esta decisão, a perda vai ser triste e dolorosa, mas isso não pode ser levado em conta. Há apenas duas opções: ou sofre o cão ou sofre o dono. NUNCA deve ser o cão.
 Mesmo no final da vida, o nosso fiel amigo, precisa que o dono olhe pelos seus interesses!
  O seu cão já lhe proporcionou muitas alegrias.
 Certifique-se de que ele tem um final feliz. 
  Sempre que for possível, deixe que ele fique deitado a seu lado, pois este será, um  dos poucos prazeres que lhe restará na velhice.
 A grande despedida está próxima e ele, por instinto, sabe disso.
  É natural que deseje a companhia daquele que aprendeu a amar e a respeitar  durante toda a vida.
 Não o abandone agora.
 Ele já não será mais aquele animal bonito de antes.
 O seu pelo começa a ficar feio.
  O seu caminhar já não é elegante, começa a ficar cabisbaixo, cansado, sem forças  nas patinhas.
 Somente o seu olhar será capaz de acompanhar os passos do seu dono.
 Lembre-se que, dentro do seu peito, ele ainda possui aquele coraçãozinho que  vibrará com o som da sua voz.
 E, chegando o fim, não se envergonhe, chore. Acabou de perder o mais fiel e  dedicado dos amigos… O CÃO!

 Por favor, seja compreensivo com ele quando a velhice chegar. Não pense logo em  abandoná-lo para adoptar um cachorrinho. Você também vai envelhecer.
 Quando chegar o seu último e mais difícil momento, fique junto dele. Não diga:  “não posso ver isto”. Com a sua presença, tudo ficará mais fácil para ele. A  fidelidade de toda a sua vida deverá compensar este momento. Ele sempre se sentiu  seguro em suas mãos!

 
Actualizado em Segunda, 23 Fevereiro 2009 10:48